quarta-feira, setembro 22, 2004

Rosas negras

Rosas negras
pejadas de espinhos aguçados
espelho baço da minha alma
turva, revolta e demente,
rasgam minha carne
como facas
.
Incansáveis lágrimas de sangue
verto;
exaspero na dor,
na aflição, no sofrimento,
na perda, na atrocidade
no indescritível desespero

de querer partir ou morrer.